7 coisas que aprendi – por Angélica Pina

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, a simpática Angélica Pina, autora do recém-publicado Quilômetros de Saudade.

Sou iniciante; ainda “tropeço” um pouco para dizer que sou uma escritora, mas sou uma curiosa que lê tudo que vê pela frente sobre mercado editorial e tudo que diz respeito a escrever e publicar livros. Além disso, vivenciei recentemente a “saga” de escrever um livro e conseguir publicá-lo. Fiquei lisonjeada com o convite para contribuir para essa série que achei tão valiosa e útil! Espero que minhas dicas ajudem pelo menos um pouquinho quem está começando.

  1. Saia de sua zona de conforto.

    Acho que nem é necessário dizer que todo escritor tem que ler MUITO, o tempo todo, incansavelmente, e mais um pouco, né?! Ótimo! A questão é que não vale ler apenas um gênero, que é seu preferido e com o qual está mais acostumado.

    É necessário experimentar e ler de tudo, passando por todos os gêneros, autores dos mais conhecidos aos que ninguém ouviu falar. Ler melhora a escrita e o vocabulário: fato! Ler gêneros diferentes abre a mente para novas possibilidades e estimula a criatividade.

  2. Dicionário é ferramenta de trabalho.

    Acho bem difícil que alguém escreva um livro inteiro sem ter pelo menos uma dúvida sobre o verdadeiro sentido de determinada palavra utilizada ou sem sentir que ela não encaixou muito bem na frase ou no contexto.

    Acontece também de, ao reler um trecho, você perceber que utilizou a mesma palavra mais de uma vez e sentir necessidade de substituí-la por outra de significado semelhante. Eu SEMPRE escrevo com três páginas de internet abertas: o Google, um bom dicionário de significados e um dicionário de sinônimos.

  3. Tenha leitores críticos (ou beta readers, como são chamados atualmente).

    Provavelmente se você terminar seu texto e mostrar pra sua mãe, ela tecerá milhões de elogios e morrerá de orgulho do quão talentosa é sua cria. Não é disso que estou falando.

    Procure pessoas que sejam leitoras assíduas, que sabem bem como uma narrativa deve ser estruturada e o que é importante para que uma história seja considerada boa. Peça sinceridade e que esses leitores críticos apontem possíveis falhas e indiquem o que pode ser melhorado.

  4. Quilômetros de Saudade, de Angélica Pina

    “Quilômetros de Saudade” é a estreia literária da Angélica.

    Ego? Que ego?

    Ao submeter sua história às críticas citadas no item anterior, esteja aberto ao feedback negativo. Não espere somente elogios, pois agradar a todos é praticamente uma missão impossível.

    Além disso, por mais que você já tenha lido o que escreveu milhares de vezes, sempre haverá algo que passará despercebido aos seus olhos acostumados com o texto, mas que será rapidamente notado por quem está lendo pela primeira vez aquele conjunto de palavras.

    Portanto, mesmo que você ache que está tudo perfeito e que seu livro será o próximo best-seller do mercado, aceite com humildade os comentários dos leitores críticos e não deixe que seu ego interfira na possibilidade de melhorar o que já estava bom.

  5. Muita calma nessa hora!

    Paciência é uma virtude fundamental para todo o processo. Desde o início, quando você começa a correr atrás de uma editora e tem que passar por longas esperas por uma resposta (se é que ela virá, pois muitas editoras sequer respondem) até o dia em que, finalmente, terá seu livro em mãos pela primeira vez.

    Se você acha que depois de receber um sim e assinar um contrato a espera acabou, sinto decepcionar, mas definitivamente “esperar” vai continuar sendo um dos verbos mais presentes em sua vida. Portanto, aprenda uns exercícios respiratórios, procure outras atividades para distrair sua cabeça e não surte!

  6. Quem não é visto não é lembrado.

    Ok, seu livro foi publicado e você acha que a partir daí todas as pessoas do mundo saberão de sua existência. NÃO! Todos os dias vários livros são publicados, mas pouquíssimos deles tem uma equipe pesada de marketing empenhada em divulgá-los de forma que Deus e o mundo fiquem interessados em conhecê-los.

    Depois da publicação é que começa a parte do processo que exige mais dedicação. Você vai precisar ser praticamente onipresente nas redes sociais, nos eventos literários e em todo lugar que possa haver possíveis leitores para sua obra.

  7. Não há fórmula pronta.

    Por mais que você leia 1497 dicas, você pode encontrar uma forma peculiar de lidar com tudo. Mesmo que seu alvo seja se tornar o próximo Machado de Assis, você tem seu estilo próprio e pode fazer as coisas diferentes.

    É importante estudar teorias da escrita, aprender o que dá mais certo e o que não deve ser feito, mas não existe uma receita do tipo: utilize 1400 verbos, 500 adjetivos e 980 pronomes. Escrever não é uma arte exata. Envolve alma, coração, criatividade, dom, enfim, é algo íntimo e pessoal.

Sobre a autora

Angélica PinaAngélica Pina, 30 anos, é natural de Belo Horizonte. Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela PUC-MG, ela é colunista e resenhista do site Universo dos Leitores. Seu primeiro romance, Quilômetros de saudade, acabou de ser lançado (outubro de 2014) pela Giostri Editora.

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eBook 7 coisas que aprendiGostou das 7 dicas da Angélica? Quer aprender mais com a experiência de outros 58 escritores? Baixe agora o eBook gratuito da série 7 coisas que aprendi.

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.



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