7 coisas que aprendi – por Ana Elisa Ribeiro

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje. Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, a simpaticíssima Ana Elisa Ribeiro, professora, doutora em Linguística Aplicada, colunista do Digestivo Cultural, cronista e autora de mais de uma dezena de livros.

  1. É preciso saber português. Até pra fingir que não sabe, é preciso saber. Só transgride ou se licencia quem sabe o que está transgredindo. Pega mal dar na cara que não sabe. Tem de rolar uma intimidade com a língua.

  2. Livros de Ana Elisa RibeiroQuem escreve bem não apenas lê muito, mas também escreve muito. Essa conversão não é automática. Não adianta ler autor bacana achando que vai sentar e fazer igual. Ou que vai ser genial assim, só na osmose. Tem de escrever, cortar, reescrever, desistir, insistir, persistir, estudar, experimentar.

  3. Muitos mecanismos estão envolvidos nessa coisa de alguém ser escritor, escritor reconhecido, escritor conhecido, escritor de verdade, escritor para além da moda, escritor artista, escritor consagrado, etc. Não basta ter um texto maravilhoso. Às vezes, nada acontece. De outro lado, tornar-se escritor fodão pode não ter a ver com ter um texto maravilhoso…

  4. Seria interessante só publicar depois de certa cautela. Mas isso não adianta falar.

  5. É possível escrever na alegria e na tristeza. No barulho, talvez não dê. Não termina em pizza; termina em escrita.

  6. A escola não fará o serviço completo. É sorte encontrar pelo caminho um professor de língua ou de literatura realmente apaixonado. Nunca encontrei, por exemplo. A palavra é autonomia. Outra: curiosidade. As coisas mais legais provavelmente não cairão no seu colo.

  7. O Brasil tem uma máxima curiosa que é dita para bandidos, mas serve pros escritores: escritor bom é escritor morto. Não leve isso a sério nunca, sob pena de você não levar a sério a produção contemporânea bacana. E mesmo sob pena de você não se levar a sério e ir fazer, sei lá, Engenharia, pra nunca mais voltar.

Sobre a autora
Ana Elisa Ribeiro

Foto de Adriana Gonçalves

Ana Elisa Ribeiro é mineira de Belo Horizonte, onde nasceu em 1975. É professora do CEFET-MG, onde dá aulas de Redação no Ensino Médio e de várias outras coisas na graduação, no mestrado e no doutorado. É doutora em Linguística Aplicada pela UFMG.

Tem coluna no Digestivo Cultural desde 2003, às sextas-feiras. Publicou mais de uma dezena de livros, entre acadêmicos, infantis e literários, entre estes Meus segredos com Capitu (Natal, Jovens Escribas) e Anzol de pescar infernos (São Paulo, Patuá), ambos semifinalistas do prêmio Portugal Telecom de 2014. Vem mais livro por aí em 2015.

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* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.


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